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Exército brasileiro apoia blockchain

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    João Henrique
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Desde 2020, as questões sobre o uso de novas tecnologias para segurança em um plano nacional começaram a ser levantadas de forma expressiva pelo exército brasileiro, que buscou soluções financeiramente viáveis e eficazes para resolver muitos problemas das corporações ao redor de todo o país. Por isso, ainda em março, o Comando Logístico do Exército publicou algumas portarias, entre elas a Portaria n.º 46 – COLOG, a qual, especificamente, alterava a regulação do exército para modernizar os sistemas de Produtos Controlados pelo Exército (PCE).

A tentativa de criação das portarias era iniciar um dos módulos do sistema com a opção de criar uma solução em blockchain para fiscalizar os PCE, como por exemplo munições, armamentos e outros tipos de produtos. A ideia contida no Módulo IX - o "Módulo de Blockchain" era registrar todas as movimentações da cadeia de produção e movimentações do produto, possibilitando a garantia da autenticidade e da integridade das informações, através do armazenamento e operação dentro de uma cadeia blockchain.

No entanto, um mês depois, o Comando publicou uma nova portaria revogando as inovações levantadas no mês anterior, impedindo a implementação da rede, sem dar alguma explicação ou outra medida para substituir a ideia primária. Assim, não demorou muito tempo para que alguns partidos políticos criticassem a decisão. Segundo eles, a proposta anterior, previa a adoção de soluções técnicas indispensáveis para a efetividade e eficiência da ação do Estado em face do comércio ilegal de armas e munições e da repressão a crimes cometidos com armamento e munição ilegais, reconhecendo dessa forma a importância da rede para solucionar esse caso.

Algum tempo depois, não demorou para que o caso chegasse até o STF, que julgou que o exércitou deve usar a blockchain para o controle de armas no Brasil, analisando que a portaria n.º 46 – COLOG, na parte em que defendia o uso da rede, era a mais importante das três medidas que foram revogadas pelo exército. Agora, mesmo com possíveis brigas internas ou conflitos de interesse, o exército deverá criar um sistema com blockchain para rastrear armas de fogo, com urgência, segundo o próprio STF, visto os grandes benefícios que podem ser colhidos da implementação dessa digitalização.

Embora as decisões tenham passado por certo atrito, o exército atualmente se encontra disposto à implementar a inovação, como estava inicialmente. No ano de 2021, aulas sobre o funcionamento e uso da rede tem sido ministradas aos oficiais, fato que ao longo do tempo criou o desejo de ampliar o número PCEs fiscalizados, agora alcançando até mesmo explosivos e compostos químicos. A ideia cresceu tanto dentro da instituição, que recentemente em publicação no diário oficial assinada pelo ministro e general Braga Netto, a empresa GoLedger foi credenciada para desenvolver soluções em blockchain como parte da estratégia de defesa nacional do Exército Brasileiro.

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A empresa foi escolhida por ofertar soluções via blockchain para identificação digital de pessoas a partir de biometria, controle completo de cadeias produtivas através do rastreamento e certificação de produtos, realização de auditorias ou até mesmo votações 100% on-line e digital.

O Brasil segue inovando, criando e re-inventando suas formas de se organizar, utilizando ferramentas virtuais. A segurança máxima ofertada pelas redes blockchain permite até a confiança plena do Exército Brasileiro em seu uso para nossa segurança. Agora, o Brasil segue adotando medidas via blockchain para a resolução e transformação de muitos paradigmas operacionais e organizacionais criados pelas formas antigas de armazenamento de dados em muitas áreas. O futuro tem estado cada dia mais dentro do nosso presente, expresso nas inovações e transformações que podem ser criadas com a blockchain.

Ficamos muito felizes e parabenizamos a iniciativa da GoLedger por realizar essa parceria com o governo, permitindo a difusão do uso da Blockchain em iniciativas públicas!

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